O CRISTÃO PODE SER ESPÍRITA?
O
questionamento é muito comum nas igrejas,
especialmente vindo da parte de novos convertidos.
Então, vamos responder esse questionamento
tendo como base as Sagradas Escrituras –
a palavra fiel de Deus aos homens.
Importante, de início, esclarecer que o
espiritismo é uma prática religiosa
muito antiga, já existente entre os chineses,
indianos, babilônios e egípcios.
Seus seguidores atuais entendem que o espiritismo
é a fase mais adiantada do cristianismo.
Contudo, as praticas hoje comuns no espiritismo
são condenadas pela bíblia com absoluta
clareza: Deuteronômio 18:9-14 e Apocalipse
21:8 e 22:15.
Assim como não existe cristianismo espírita
não pode existir espiritismo cristão.
O cristão espírita nem é
espírita nem cristão. Quem vive
assim, flutua entre dois pensamentos. Afinal,
a própria bíblia nos ensina que
ninguém pode seguir dois caminhos ao mesmo
tempo., ou seja, não é possível
“servir a dois senhores”.
Mas, vamos avaliar a questão sob a ótica
doutrinária e apologética. O espiritismo
não crê nos milagres de Jesus. Só
acredita naquilo que pode ser explicado pelas
leis da natureza. Isto nos leva a outra importante
constatação: o espírita não
crê na ressurreição corporal
de Jesus, nem na ressurreição de
Lázaro, do filho da viúva de Naim
e da filha de Jairo. Ora, quem não crê
na ressurreição de Jesus não
entra no reino de Deus, conforme determina o texto
bíblico em Romanos 10:9.
O espiritismo não crê na existência
de satanás e dos anjos decaídos,
os demônios. Ora, Jesus disse que “o
fogo eterno foi preparado para o diabo e seus
anjos” e para todos os que não acreditam
que ele é o Senhor e Salvador (Mateus 25.41).
Trata-se de uma ordem de Deus que se cumprirá
na consumação dos séculos.
Jesus expulsou satanás de Sua presença
(Mateus 4.10). Se satanás fosse um espírito
desencarnado, ainda que inclinado a fazer o mal,
Jesus o trataria com misericórdia e nenhum
inferno estaria preparado para ele. Convém
lembrar que a doutrina espírita da reencarnação
dá oportunidade a que todos se aperfeiçoem,
de morte em morte, de tempos em tempos.
O espiritismo não crê na divindade
de Jesus, e em conseqüência não
crê na Trindade. Significa que os espíritas
não reconhecem o Deus subsistente em três
pessoas co-eternas e co-existentes. Porém,
a Bíblia diz que o Verbo, que era Deus,
se fez carne e habitou entre nós (João
1.1,2, 14). No Evangelho Segundo o Espiritismo
(ESE), Allan Kardec examinou o capítulo
segundo de João, mas não examinou
o primeiro. Por quê? Se tivesse lido com
atenção, quem sabe teria mudado
de idéia.
O espiritismo não crê no Espírito
Santo como pessoa da Trindade. Mas Jesus falou
d’Ele usando o artigo definido: “Mas
o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai
enviará em meu nome, vos ensinará
todas as coisas e vos fará lembrar de tudo
quanto vos tenho dito” (João 14.26).
Em vez de crer no que está escrito nas
Santas Escrituras, Kardec preferiu ouvir os “desencarnados”.
Por isso, escreveu: “O espiritismo vem,
na época predita, cumprir a promessa do
Cristo. O espiritismo realiza o que Jesus disse
do Consolador prometido” (ESE, Capítulo
VI, item 4).Aqui o espiritismo é o Espírito
Santo de que falou Jesus. Nesse ponto é
possível fazer um questionamento lógico:
os discípulos esperariam dezessete séculos
até que surgisse o espiritismo para que
se lembrassem de tudo quanto Jesus disse. E nós
cristãos, que somos templo do Espírito
Santo (Romanos 8.9; 1 Coríntios 3.16),
ficaríamos por todo esse tempo sem a Sua
presença para nos convencer do pecado,
da justiça e do juízo (João
16.8). Confira na sua bíblia esses textos.
O plano de salvação
dos homens no espiritismo é completamente
diferente do de Deus. Lá, os desencarnados
devem retornar muitas vezes à vida na terra,
até atingirem a perfeição.
No cristianismo, a salvação é
garantida pelo arrependimento e a fé no
Senhor Jesus, aceitando-O como seu Senhor e suficiente
Salvador (João 3.18; Efésios 2.8,9;
Romanos 10.9). Foi o que aconteceu com o ladrão
crucificado ao lado de Jesus. Recebeu de Jesus
a confirmação de sua salvação,
sem a necessidade de novas vidas aqui na terra:
“Na verdade te digo que hoje estarás
comigo no paraíso” (Lucas 23.43).
Neste estudo, avaliamos uma parte das questões
doutrinárias que são um abismo entre
o autêntico cristão e o espírita.
Portanto, o cristão verdadeiro, fiel e
que conhece as Santas Letras não pode e
jamais será espírita.